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O TRAMA PERFEITO – aos olhos de Deus! PDF Imprimir E-mail
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Por Administrator   

Neste último sábado eu estava na casa de um grande amigo, o Gui, comemorando, antecipadamente
o seu aniversário, um dia antes. Enquanto eu esperava por outras pessoas que estavam para chegar,
meditava na palavra que Deus havia me dado para compartilhar no próximo culto. Entre brincadeiras,
pequenas e rápidas conversas com um e outro, dei uma espiada em alguns livros que o Gui
sempre tem ao redor. Também já me acostumei ao seu bom gosto por livros bons e de grande profundidade
e, até por isso procurei com mais interesse o que eu nem mesmo sabia que poderia encontrar.
Mas, Deus me direcionou para um livro, em especial, A Bíblia que Jesus lia, do Philip Yancey.
Naquela hora, após passar meus olhos por algumas páginas consegui fechar o assunto que sabia, era
o que Deus tinha para nós.
Tanto os que já leram o livro de Jó, quanto aqueles que nunca nem mesmo abriram a Bíblia nessa
história estão familiarizados com o contexto de um dos mais antigos livros da Bíblia. Tudo que se
ouve do Jó é que ele era paciente, que sofreu muito e por grande parte de sua vida experimentou
uma grande e terrível calamidade. Essa questão de sofrimento e dor abala toda a humanidade em
diversos contextos de nossa atualidade e nos faz interessar tremendamente pelo que Jó experimentou,
pois é o mesmo quadro que deparamos todos os dias: alguém vitimado por uma tragédia; uma
criança que sofreu um acidente e vimos pela televisão; ou, um amigo que morreu tentando salvar
outra pessoa no mar...
A verdade é que cada tragédia nos faz, de alguma forma, rever os nossos conceitos sobre e em relação
a Deus. Pior do que isso, somos pessoas que, muitas vezes, causam alguma tragédia sem que
percebamos os abalos causados na outra parte. Por exemplo, quando encontramos alguém enfermo
e declaramos sem pensar: “É Deus, Ele está castigando você!”; “Não, não é Deus, é Satanás!”; ou,
a melhor de todas, um clássico da religiosidade: “Sabe o que é, Deus escolheu você especialmente
para dar glórias a Ele diante desse acontecimento.” Queremos ser os juízes do que vemos e nos
achamos responsáveis por solucionar o caso, pelo menos em nossa mente. É claro, isto pode fazer
bem à outra pessoa, além do que nos colocará em evidência – pelo menos é o que podemos pensar!.
No entanto, é possível perceber que o problema do sofrimento não é de fácil solução. O tempo não
cura nada!!! Não dá para arquivar e esquecer o que sentimos na pele, na alma ou no coração.
A dor clama quando a chuva volta, principalmente se você esteve envolvido em alguma enchente,
ou se a sua casa foi levada pelas águas. O sofrimento geme quando se ouve um diagnóstico de
câncer sendo proclamado a um amigo ou ente querido. E, a pergunta que ecoa como um foguete em
nossa mente vem com toda a sua potência: “Por quê?”
É por isso que paramos no livro de Jó e esperamos encontrar ali aconchego para as nossas dores e
sofrimentos, pelo menos é o que pensamos ser o foco desse episódio. Afinal são 34 capítulos (3-37)
que, se apertados só iremos sentir vazar dor e sofrimento e é nesta plataforma que o assunto gira.
Encontramos Jó e seus amigos desgostosos, sem falar de sua mulher, com língua de víbora devassaladora.
Todos tomam o seu turno e cada um expõe a sua teoria sobre o sofrimento. Na verdade, é
muito perto e parecido de como agimos em tantas situações.
Veja o que Philip Yancey diz sobre isso: “Jó concentra-se, de fato, no problema do sofrimento, mas
de maneira totalmente inesperada. O livro consegue postular brilhantemente as perguntas mais freqüentes
que fazemos e, então, muda de rumo ao propor uma forma bem diferente de enxergar o problema.
Como a maior parte do Antigo Testamento, Jó primeiro causa frustração ao rejeitar as respostas
simples que cremos necessárias e, depois, nos satisfaz de forma estranha ao mostrar uma nova
direção marcada pelo flagrante realismo e um vislumbre quase inatingível de esperança.”(pg.43,3º.
paragr.).
Será que agimos como os amigos de Jó? Não questionamos a Deus quando perguntamos: “como
pode um Deus tão justo, amoroso, e poderoso, permitir tamanha desgraça!” Na verdade queremos
ditar a Deus como fazer as coisas certas e seguimos uma lógica humana quase “infalível” – nunca se
esqueça que a “justiça do homem é como trapos de imundícia” diante de Deus – que discorre: Deus
vai recompensar a todos que fazem o bem e irá punir os que praticam o mal! Com esta assertiva
podemos então, logicamente concluir que, como Jó sofreu, então, deve ter pecado. Vai ser pecador
assim lá no oriente! Você já foi interrogado por alguém assim? – “Bem, se Deus é tão bom como
você diz, então por que meu filho nasceu assim?”... “ Me diga, os Judeus do holocausto nem tiveram
chance!”...”Você contou quantas pessoas ficaram desabrigadas e quantas morrerem nas enchentes do
sul?”
No entanto, vemos que Jó se conhecia e toda esta lógica não faria sentido se aplicada em sua vida.
Nada que ele pudesse ter feito iria justificar a dimensão de sua calamidade. Com isso também cremos
que, mesmo falando sobre dor e sofrimento, a conclusão é que o livro não está centralizado
nisso. A dor e o sofrimento servem de ingredientes para o que é mais importante assim como a farinha,
os ovos e o leite para o bolo. Quando olhamos de cima, entendemos como Deus introduziu essa
história – nos capítulos 1 e 2 – fica mais fácil compreender que o assunto fundamental aqui é fé!
Jó não entendia o que estava acontecendo, pois não havia sido informado, como fomos (Jó 1 e 2)
acerca de tudo que poderia acontecer com ele. Foi atormentado pela dor de ver TUDO que tinha de
mais querido se perder! Sua saúde estava em estado de alerta. Curava-se com cacos de barro, limpava
suas feridas e angustiava-se pois as horas não passavam e ele não morria. Bem que sua mulher
tentou ajudar nisso. Suas interrogações certamente aumentavam sem, contudo, encontrar justificativas
para tamanha vergonha. Por que eu? O que fiz de errado? O que Deus quer me ensinar?
Este homem de quem Deus havia dado o seu testemunho a satanás – “...reparou meu servo Jó? Não
há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal. Ele se
mantém íntegro, apesar de você me haver instigado contra ele para arruiná-lo sem motivo.” – (Jó
2.3), não havia feito nada. Jó também não estava sendo castigado. “Deus apenas usou o que havia
de melhor para provar a satanás que é possível um ser humano ter fé genuína sem precisar esperar
as dádivas de Deus”, afirmou Yancey. E Jó reagiu como muitos reagiriam até certo ponto. Mas,
também, reagiu de forma tão esplêndida em outros pontos que não sei se conseguiríamos manter a
nossa integridade diante das mesmas situações que ele precisou enfrentar. Jó provou que amava a
Deus não somente porque Deus o protegia. Não somente porque pode se tornar o homem mais rico
do oriente. Deus jamais poderia agir como um político corrupto, utilizando-se de artifícios ocos – e
podres – para poder “receber” em troca os seus favores.
Um sacerdote disse certa vez: “As pessoas amam a Deus assim como o camponês ama a sua vaca,
pela manteiga e pelo queijo que ela fornece.” Que tristeza é perceber que podemos agir da mesma
forma em tantas situações. Será que amaremos a Deus independentemente da situação que formos
colocados? Ou das experiências que tivermos que padecer? A história de Jó nos causa tanta empatia
por ser tão parecida com as nossas experiências, nas respostas que demandamos, nos tratamentos
que esperamos aconteçam e tudo o mais. Temos colocado Deus no banco dos réus. Ele, o Juiz, tem
sido colocado, por nós, no banco dos réus. Se Ele for bonzinho e atender aos nossos pedidos então,
é possível que o consideremos e, quem sabe poderemos até servi-lO, algum dia, quando for mais
conveniente!
A questão aqui tem a ver com FÉ! A sua fé! A sua reação! A sua decisão
Deus o abençoe,
Marcos A Camargo e Silva, pr.
Igreja Deus Primeiro - www.DeusPrimeiro.com.br
O livro mencionado: A BÍBLIA QUE JESUS LIA, de Philip Yancey, pode ser adquirido na loja virtual:www.prshop.com.br
 
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