Celebrando a Páscoa - Entendendo a Páscoa


CELEBRANDO A PÁSCOA – ENTENDENDO A PÁSCOA Páscoa = A Passagem ou Pesach em Hebraico, é um feriado judaico comemorando, por um lado a libertação dos judeus, como Deus os livrou da escravidão do Egito. No livro de Êxodo, a Bíblia hebraica descreve a libertação dos israelitas quando estavam sob a liderança de Moisés. Como falado no livro de Levítico, o feriado inicia no 15o. dia do mês de Nissan e dura sete dias em Israel (8 dias na Diáspora). Este ano[2018] no calendário gregoriano, a Páscoa inicia ao anoitecer de 30 de março e vai até ao anoitecer de 6 de abril.

Por outro lado, há um grande interesse pelos cristãos em aprender mais a respeito da festa da Páscoa para ajudá-los entenderem melhor as raízes judaicas da fé cristã. Em particular, conhecendo mais a respeito da Páscoa ajuda o cristão a explorar o pano de fundo da Última Ceia celebrada por Jesus quem, sabemos, foi o grande Mestre do primeiro Século. Tanto Jesus quanto seus discípulos – que também eram judeus – certamente observaram a Páscoa da forma como era celebrada naquele tempo. Também concordamos que Jesus não celebrou a Páscoa da forma como os judeus comumente observam em pleno Século XXI. Ainda assim, a Última Ceia mencionada nos evangelhos relata um número de temas e práticas que são repetidas até os dias de hoje. Talvez a celebração da Última Ceia de Jesus deveria ser vista como um entendimento primitivo dessa celebração, a qual foi usada por Yeshua, que utilizou o mesmo método para reivindicar o cumprimento dos tipos e profecias das escrituras hebraicas para o Cordeiro Maior, para uma redenção maior que retira cada pessoa da escravidão [do pecado], e apresenta uma nova perspectiva de salvação através do derramamento do sangue de Cristo. Muitos crentes e especialmente os judeus messiânicos – Judeus que creem em Jesus – exercitam cautela na forma como o Messias está conectado à celebração da páscoa. No entanto, quando Jesus pegou o pão e agradeceu, partiu e distribuiu entre os discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim”. (Lc 22.19). A forma única dessa ceia [o que a faz diferente] é que Jesus não somente se refere ao Êxodo e conecta a refeição à história de Israel, mas também restabelece a ceia completamente, descrevendo Sua morte que haveria de acontecer em poucas horas, como o sacrifício que substituiria tudo o mais. A referência em Lucas “por vós” aponta para a natureza de substituição do sacrifício. A partir desse momento, um cordeiro não seria mais necessário pois, em troca, o Cordeiro – Jesus, puro, sem pecados – se torna todo o sacrifício necessário. Em Marcos 14.24, [“Então, lhes disse: Isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos.”] Jesus fala do Seu sangue derramado e dado “por muitos”; uma referência em Marcos 10.45, apresentando a ideia que Jesus morreria “em resgate por muitos”. Isto, de fato, também é uma alusão ao que foi profetizado em Isaías 53.12, onde o Servo carrega o pecado de muitos. Nada pode retirar dos cristãos o fato que Cristo ressuscitou ao terceiro dia. Que sua morte e ressurreição havia sido profetizado centenas de anos antes aos próprios judeus que não O perceberam entre eles [e na realidade o rejeitaram], e que Jesus veio para cumprir tudo o que havia sido falado e ensinado a eles mesmos. Celebre a vitória do Pesach; celebre a vitória histórica da libertação de um povo em escravidão e agora liberto pela intervenção sobrenatural do Deus criador. Celebre também a sua passagem de vitória, da escravidão do pecado para a vida em Cristo e por meio desse Cordeiro sacrificial. Glória a Deus - Jesus ressuscitou por mim, por você! Deus te abençoe, Marcos A de Camargo e Silva, ap DP 2018


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